{"id":1576,"date":"2019-02-23T12:28:58","date_gmt":"2019-02-23T15:28:58","guid":{"rendered":"http:\/\/cims.musica.ufrj.br\/?page_id=1576"},"modified":"2019-06-12T20:17:20","modified_gmt":"2019-06-12T23:17:20","slug":"pesquisa-e-documentacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/pesquisa-e-documentacao\/","title":{"rendered":"PESQUISA E DOCUMENTA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA-REDONDA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dia 10 de Julho, \u00e0s 11h <\/strong><strong>\t<\/strong><strong>&#8211; <\/strong><strong>Tema: Pesquisa e Documenta\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tema: <\/strong>Patrim\u00f4nio musical e lingu\u00edstico dos candombl\u00e9s da Bahia: uma perspectiva diacr\u00f4nica<br>\nXavier Vatin, Professor Associado de Antropologia na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia <br>Em sete de setembro de 1940, o linguista afro-americano Lorenzo Turner (1890-1972) desembarca na Bahia, acompanhado pelo soci\u00f3logo E. Franklin Frazier. Al\u00e9m da imprensa baiana, ambos s\u00e3o recebidos pelo antrop\u00f3logo Donald Pierson, que desenvolve pesquisas sobre rela\u00e7\u00f5es raciais na Bahia. O projeto de Lorenzo Turner consiste em gravar e estudar as l\u00ednguas\nafricanas faladas e cantadas nos candombl\u00e9s da Bahia (iorub\u00e1, fon, kikongo, kimbundu, entre\noutras) no intuito de compar\u00e1-las com aquilo que registrou na d\u00e9cada de 1930 com os Gullah,\ndescendentes de escravos em situa\u00e7\u00e3o de isolamento geogr\u00e1fico na regi\u00e3o das Sea Islands, no\nlitoral da Carolina do Sul e da Georgia, nos EUA. O objetivo de Turner \u00e9 comprovar a\npreserva\u00e7\u00e3o de um fundo lingu\u00edstico oeste-africano em locais e comunidades peculiares da\ndi\u00e1spora africana nas Am\u00e9ricas. Alguns anos depois, em 1949, Turner seria o primeiro linguista\na definir o Gullah como uma l\u00edngua crioula, revolucionando a lingu\u00edstica norte-americana e\ntornando-se um dos precursores da crioul\u00edstica.\n<br>Ao longo de sete meses de pesquisas intensivas realizadas em Salvador e no Rec\u00f4ncavo,\nTurner grava, registra e fotografa os mais eminentes sacerdotes e sacerdotisas dos candombl\u00e9s\nda \u00e9poca, entre os quais Martiniano do Bonfim, Menininha do Gantois, Jo\u00e3ozinho da Gom\u00e9ia\ne Manoel Falef\u00e1. O acervo coletado por Lorenzo Turner na Bahia representa dezenas de horas\nde grava\u00e7\u00f5es musicais e lingu\u00edsticas, al\u00e9m de fotografias, anota\u00e7\u00f5es de campo,\ncorrespond\u00eancias e transcri\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas. As grava\u00e7\u00f5es originais de Turner no Brasil\n(reunidas em 329 discos de alum\u00ednio gravados na Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,\nSergipe e Mato Grosso), de uma excelente qualidade sonora para a \u00e9poca, encontram-se nos\nArchives of Traditional Music da Indiana University, em Bloomington, nos EUA.\n<br>O trabalho de campo realizado por Turner na Bahia se inscreve em um contexto hist\u00f3rico peculiar e instigante: em apenas uma d\u00e9cada (1937-1946), a Bahia se torna, com a vinda dos norte-americanos Ruth Landes, Donald Pierson, E. Franklin Frazier, Melville J. Herskovits e\ndos franceses Roger Bastide e Pierre Verger, o laborat\u00f3rio predileto para os estudos sobre a di\u00e1spora africana nas Am\u00e9ricas, de onde surgiria, d\u00e9cadas depois, o conceito de Atl\u00e2ntico Negro. A busca dos africanismos tem um lugar de destaque nos trabalhos de Turner, Herskovits,\nBastide e Verger. Para eles, o candombl\u00e9 representa uma \u00c1frica transposta nas Am\u00e9ricas,\n.atrav\u00e9s dos seus elementos mitol\u00f3gicos, lit\u00fargicos, lingu\u00edsticos e musicais. Desses quatro\nestudiosos, Turner permanece at\u00e9 hoje o mais desconhecido. Acreditamos que sua condi\u00e7\u00e3o de\nhomem negro, tanto no Brasil como nos EUA, tenha contribu\u00eddo para a falta de visibilidade e reconhecimento de sua obra pioneira e multifacetada.\n<br><Fruto de uma pesquisa realizada na Indiana University em 2012\/13, com financiamento da CAPES, o projeto Mem\u00f3rias Afro-Atl\u00e2nticas visa, em primeiro lugar, \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, para as comunidades religiosas envolvidas, do acervo sonoro e fotogr\u00e1fico coletado por Turner na\nBahia, trazendo do passado vozes e mem\u00f3rias diasp\u00f3ricas de personalidades emblem\u00e1ticas do povo-de-santo da Bahia e do Brasil.<\/p>\n\n\n\nFruto de uma pesquisa realizada na Indiana University em 2012\/13, com financiamento\nda CAPES, o projeto Mem\u00f3rias Afro-Atl\u00e2nticas visa, em primeiro lugar, \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, para as\ncomunidades religiosas envolvidas, do acervo sonoro e fotogr\u00e1fico coletado por Turner na\nBahia, trazendo do passado vozes e mem\u00f3rias diasp\u00f3ricas de personalidades emblem\u00e1ticas do\npovo-de-santo da Bahia e do Brasil.\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tema: <\/strong>Entre a mem\u00f3ria e o sagrado: documenta\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de acervos das festas religiosas de tradi\u00e7\u00f5es populares do Rec\u00f4ncavo da Bahia.<br>Profa. Dra. Francisca Helena Marques (BA), Laborat\u00f3rio de Etnomusicologia, Antropologia e Audiovisual (LEAA\/Rec\u00f4ncavo),  N\u00facleo de Mem\u00f3ria e Documenta\u00e7\u00e3o do Rec\u00f4ncavo (NUDOC\/UFRB),  Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT\/UFRB)<br>Um dos aspectos fundamentais das pr\u00e1ticas da etnomusicologia contempor\u00e2nea concerne \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o de acervos das m\u00fasicas de tradi\u00e7\u00e3o oral e das festas religiosas populares. <br> O Rec\u00f4ncavo baiano, considerado um potente polo irradiador da cultura afro-brasileira, abriga entre celebra\u00e7\u00f5es, formas de express\u00e3o e os mais diversos saberes, \u201clugares de mem\u00f3ria\u201d, que expandidos da acep\u00e7\u00e3o de Pierre Norra (1993) de \u201cinstitui\u00e7\u00f5es-mem\u00f3ria\u201d, est\u00e3o nas pessoas, nas ruas, nas casas, nas igrejas e nos terreiros de candombl\u00e9, onde se expressam como s\u00edmbolos e suportes da mem\u00f3ria coletiva.<br> Nesse trabalho, apresento o resultado de duas d\u00e9cadas de pesquisa e documenta\u00e7\u00e3o desses ciclos anuais festivos e sincr\u00e9ticos presentes nas prociss\u00f5es das irmandades religiosas, nas festas de Santo cat\u00f3licas, de Orix\u00e1s e Caboclos. Nele, a mem\u00f3ria e o sagrado est\u00e3o expressos entre o ritual e o mito, o oral e a m\u00fasica, e se traduzem na religiosidade e na din\u00e2mica da f\u00e9 como communitas (Turner, 2013). <br> Se nos validarmos do pensamento do antrop\u00f3logo Jo\u00ebl Candau (2009) sobre a exterioriza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, podemos pensar os arquivos como \u201cextens\u00f5es da mem\u00f3ria ou como uma forma de transmiss\u00e3o memorial\u201d.  \u00c9 nesse sentido, e como lugar de mem\u00f3ria (institucional), assim como elemento de identidade e significados, que tamb\u00e9m apresento a atua\u00e7\u00e3o do Arquivo de Som e Imagem Dalva Damiana de Freitas (ASID) como espa\u00e7o de documenta\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de acervos da m\u00fasica e das pr\u00e1ticas culturais e religiosas do Rec\u00f4ncavo da Bahia.<br>Palavras chave: documenta\u00e7\u00e3o, festas religiosas, arquivos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tema: <\/strong>A m\u00fasica nos regulamentos da Companhia de Jesus<br>Prof. Dr. Marcus Holler (SC).<br>A presen\u00e7a da Companhia de Jesus na Am\u00e9rica colonial foi relevante n\u00e3o somente pelo uso da m\u00fasica e de instrumentos musicais, mas tamb\u00e9m pela documenta\u00e7\u00e3o produzida no per\u00edodo, documenta\u00e7\u00e3o esta que, apesar de parcial e restrita, \u00e9 uma consider\u00e1vel fonte de informa\u00e7\u00f5es para a pesquisa hist\u00f3rico-musicol\u00f3gica.<br> O objetivo desta comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentar uma discuss\u00e3o sobre a m\u00fasica nos regulamentos da Companhia de Jesus a partir da sua cria\u00e7\u00e3o oficial em 1540, e sobre a forma como a rela\u00e7\u00e3o da ordem com a pr\u00e1tica musical \u00e9 vista atualmente pela musicologia hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:501px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MESA-REDONDA Dia 10 de Julho, \u00e0s 11h &#8211; Tema: Pesquisa e Documenta\u00e7\u00e3o Tema: Patrim\u00f4nio musical e lingu\u00edstico dos candombl\u00e9s da&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"btn btn-style\" href=\"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/pesquisa-e-documentacao\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1576","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1576"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1576\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2780,"href":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1576\/revisions\/2780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cimus.musica.ufrj.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}